"Estamos, meu bem, por um triz." [Homem com H - e Gaza]
Durante a pandemia eu comecei uma coluna sobre cinema nacional no site "Margens", porque estava fissurada em assistir a gente da gente; ainda que eu não seja uma especialista em audiovisual, eu sou, desde sempre, uma entusiasta pelo cinema e, por causa das várias linguagens que trânsito, acabo aprendendo algumas técnicas de olhar a obra. Mas não é isso que quero; apesar de, pra mim, ser inevitável observar a fotografia, os jogos de cena e as transições, a trilha sonora, etc etc, eu sou apenas um público exigente - voltei . Alguns dias atrás eu assisti “Homem com H” , a biografia do Ney Matogrosso, interpretado elegantemente e profundamente por Jesuíta Barbosa e uma gama expressiva de atores incríveis, e tô com o filme reverberando no peito. Eu já comentei: foram 02h e 09min chorando compulsivamente, depois mais alguns minutos chorando compulsivamente pra tentar parar de chorar antes de sair da sala de cinema. Me encantei, me despedacei, elaborei minha visita à essa narrativa ...